A Biografia de Thomas Edison

25 de Abril de 2016

Sendo o mais pequeno de sete irmãos, Thomas Alva Edison nasceu a 11 de fevereiro de 1847 em Milão, uma pequena aldeia no estado de Ohio.  Milão era uma localidade marginalizada pela linha ferroviária, aquando da época da Revolução Industrial e, por isso, a família Edison teve de emigrar para Port Huron (no estado do Michigan), onde o futuro génio iria frequentar, pela primeira vez, a escola.

De facto, seria precisamente em Port Huron onde teve lugar um acontecimento determinante para o futuro do pequeno Thomas. Depois de três meses na escola, o diretor da instituição expulsou-o, alegando falta de interesse e dificuldades de aprendizagem.

Graças à verdadeira falta de jeito intelectual do diretor da escola de Port Huron, Nancy Elliot, a mãe de Edison, viria a tomar as rédeas da sua educação. Nancy havia sido professora antes de se casar e conseguiu, por isso, passar uma das lições mais difíceis e importantes da história: despertar no seu filho uma curiosidade sem limites, que o viria a acompanhar até ao final dos seus dias. Nesse sentido, logo aos 10 anos, Edison já tinha montado um laboratório no sótão de sua casa e dava os seus primeiros passos na química e na física. Foi aqui que o pequeno inventor descobriu que a sua criatividade poderia servir-lhe como sustento.

Aos 16 anos, o jovem Edison abandonou a casa dos seus pais e bateu com a cabeça nas paredes até assentar a sua vida: trabalhou na linha de comboio entre Port Huron e Detroit durante a Guerra da Sucessão, fundou um pequeno jornal amador (o Weekly Herald), foi telégrafo, etc. Cidades como Indianápolis, Cincinnati, Nashville e Memphis foram testemunhas do passo de Edison em busca da estabilidade. Até que, já em Boston, Thomas decidiu abandonar o seu posto de trabalho e, inspirado pelo livro do britânico Michael Faraday Experimental Researches in Electricity, decidiu tornar-se inventor por sua conta.

Em 1868, registou a sua primeira patente, que se tratava de um contador elétrico de votos para o Congresso dos Estados Unidos, mas os congressistas da época qualificaram o instrumento de ‘supérfluo’. Devido a este incidente, Edison aprenderia outra das lições mais determinantes da sua carreira profissional: “Uma invenção deve, acima de tudo, ser necessária”.

Contudo, o seu grande passo como inventor não chegaria antes de 1876, altura em que se instalou numa quinta desabitada, em Menlo Park (arredores de Nova Iorque), investindo todas as poupanças que havia feito durante a sua vida como ‘faz-tudo’. A “Fábrica das Invenções”, nome que Edison deu ao seu laboratório, era o seu quartel general e foi dali que saíram artefactos como o microfone de carbono (1876), a lâmpada incandescente (1879) e o contador elétrico (1886).

Depois de alcançar a fama, Edison trocou a sua pequena “fábrica de invenções” de Menlo Park por um grande centro tecnológico, o Edison Laboratory, em West Orange (Nova Jersey), no qual chegariam a trabalhar mais de cinco mil pessoas. Neste centro, o grande inventor deu à luz uma nova forma de produzir cimento, algumas matérias químicas, a separação eletromagnética do ferro, o fabrico de baterias e de acumuladores para automóveis.

Não obstante, a grande invenção desta etapa foi cinetoscópio (1891): uma rudimentar câmara de cinema, que albergava um novo mecanismo de reproduzir imagens em movimento.

A 18 de outubro de 1931, em West Orange, Edison falecia vítima de uma arteriosclerose que foi minando a sua saúde de forma progressiva. O norte-americano deixou como legado para a historia da humanidade mais de mil invenções.

Estas são algumas das curiosidades que ainda tens de descobrir sobre o inventor:

– Em 1877, Edison propôs a palavra ‘olá’ como saudação para as chamadas telefónicas e a ideia funcionou… até aos dias de hoje.;

Hollywood instalou-se em Los Angeles (na Califórnia), fugindo assim das patentes de Edison, que estava, à data, estabelecido em Nova Jersey;

Henry Ford, amigo íntimo de Edison, guardou o seu sopro num tubo de ensaio que está, atualmente, exposto no Museu Ford, em Detroit;

– O fonógrafo (1876) foi criado com o intuito de gravar as últimas palavras e desejos dos mortos;

– Edison pediu Mary Stilwell, a sua esposa, em casamento, utilizando o código morse.

Se tens uma história parecida à do grande inventor Thomas Edison e da sua mãe Nancy Elliott ou se a tua mãe mudou a tua vida, conta-nos tudo na nossa página de Facebook. De todas as respostas enviadas, iremos escolher os relatos mais originais, oferecendo um ramo de flores às mães dos vencedores. E, claro, não te esqueças de partilhar o vídeo “Thomas Edison – O Filho de Nancy” nas tuas redes sociais.

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