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DESCUBRA O QUE WINSTON CHURCHILL ACHOU DO VINHO DA MADEIRA

Quando abrimos uma garrafa de vinho da Madeira Solera de 180 anos estamos a abrir História Michael Blandy, Chairman do Grupo Blandy, fala sobre a sua coleção de vinhos Solera e como durante as suas férias na ilha, Churchill provou um vinho Madeira Blandy Solera de 1792. Este vinho de 1792 é um Solera, portanto é um vinho que de origem é de 1792. Os vinhos Soleras podem ser misturados com vinhos mais jovens. Isso é uma prática que nos vinhos Soleras se fazia. Hoje em dia já não se faz. Os vinhos Soleras, vinhos da Madeira velhos, é uma experiência extraordinária. Eu tenho uma coleção de vinhos de 1860, 1890, 1898… Há anos atrás, convidámos a Margaret Thatcher, primeira ministra do Reino Unido, a almoçar e nós tivemos na Casa Velha do Palheiro um almoço com ela e eu abri uma garrafa de 1863. E quando abres isto, estamos a abrir História. É extraordinário. Beber vinhos de 140, 160 ou 180 anos é uma experiência que nem todos têm oportunidade de viver. Já bebeu algum vinho da Madeira? E algum vinho muito velho?

15
JUN
DESCUBRA COMO É QUE OS MADEIRENSES CHAMAVAM AO SR. WINSTON CHURCHILL

Francis Zino, médico e naturalista, conta-nos as suas lembranças da visita de Churchill. Passámos aqui uma Guerra muito privilegiada. Faltou pouca coisa cá. Aqui não sofremos tanto como lá na Inglaterra. Mas também as pessoas do campo que cultivavam e tinham as suas galinhas e tinham o seu cabrito... Era pobreza mas era uma pobreza feliz.As pessoas também não sabiam diferente, que é outro aspeto. Pensavam que era tudo assim. E o Churchill, eles sabiam que ele tinha ganho a guerra, por isso era um herói. Quando havia um acontecimento aqui, tudo ia lá ver. Era um espetáculo. Havia falta de espetáculos e vão lá ver quem chega. E era um homem que tinha ganho a guerra, valia palmas e por isso foi bem recebido. Eu penso que ele veio cá para relaxar. Ele gostava de pintar, ele foi a Câmara de Lobos pintar. Os Madeirenses tinham um nome para ele fantástico. Eles não conseguiam dizer Churchill. Era o “Chuchila”, o “Senhor Chuchila”. Com certeza, teve um impacto talvez para o turismo Britânico. Se o Churchill vai lá ficar no Reids também quero lá ir. Mas eu tenho a certeza que teve alguma influência dele cá vir porque os diários Ingleses também iam dizer “o Churchill está na Madeira”, as pessoas iam ver onde é que é a Madeira. E você, já conhece a Madeira?

15
JUN
SABIA QUE HOUVE OUTRO WINSTON CHURCHILL?

Nuno Mota, Diretor do Arquivo e Biblioteca de Madeira, explica, neste vídeo, a curiosa e engraçada história do outro Churchill na Madeira. Em 1896, um outro viajante, um outro visitante aqui também ilustre… foi Winston Churchill, não o estadista e político britânico mas o escritor e romancista americano que, na altura, penso que era militar. Penso que estava na marinha americana e esteve no Funchal e essa experiência dele do Funchal conduziu ao seu primeiro livro, à sua primeira obra literária que se chama “Mr. Keegan’s Elopement”. Note-se que este Winston Churchill é uma figura que se tornou notável no contexto americano. Foi autor de best sellers, esteve envolvido na indústria… nos primeiros passos da indústria cinematográfica em Hollywood, escreveu argumentos para filmes de Hollywood e depois há esta história curiosa quando o Winston Churchill britânico se torna também uma figura globalmente notável criou-se o problema da sua homonimia, não é? E há uma carta muito engraçada, que conseguimos descobri-la facilmente na internet, de Churchill… do Churchill britânico ao americano. O britânico penso que é mais novo 3 ou 4 anos do que o americano e, portanto, num gesto de cortesia ele propõe-se a passar a assinar Winston S. Churchill, precisamente porque esta equivalência de nomes, particularmente no mercado americano, onde o outro Churchill era particularmente conhecido criava, obviamente, muitas confusões e muitos problemas de natureza prática. Conhecia a história?

15
JUN