5 coisas que não sabe sobre a kgb (ou talvez saiba)

28 de Setembro de 2020

A KGB (Comité de Segurança do Estado) foi a principal organização dos serviços secretos da União Soviética, sempre rodeada por histórias de filmes e total secretismo. Esteve no ativo durante 38 anos, desde março de 1954 a dezembro de 1991. A usa atividade esteve sempre envolta de mistério e medo.

Em seguida, apresentamos-lhe cinco factos que talvez não saiba sobre os serviços secretos soviéticos.

 

Quantos espiões tinha?

A verdade é que não se sabe exatamente quantos espiões a KGB teve durante os anos em que esteve no ativo, mas a verdade é que 48.000 pessoas trabalharam para os serviços secretos entre 1954 e 1991. Além de espiões, esta incluía agentes duplos, cientistas, criptologistas, equipas de vigilância, monitorização e escuta, guardas e técnicos.

A sede da KGB, localizada na Praça Lubyanka em Moscovo, teve de duplicar o seu tamanho em 1940 pois não tinha espaço para instalar um número tão grande de funcionários.

Quartel General da KGB em Moscovo

 

O Presidente

Vladimir Putin, o atual presidente da Federação Russa, a sua carreia não começou nas mais importantes escolas políticas, mas sim nos serviços secretos da União Soviética.

CC BY 3.0 kremlin.ru

Começou a sua carreira na KGB em 1975, no Departamento de Inteligência Estrangeira na Alemanha de Leste. Aí lutou contra grupos anticomunistas que ajudavam a RDA.

 

América Latina e Cuba

A verdade é que a KGB não se limitou às fronteiras soviéticas, tendo tido delegações um pouco por todo o mundo. Entre estas, na América Latina, sendo o México um dos seus principais pontos fora da URSS. Quando, após a revolução cubana, Fidel Castro tomou o poder, o governo da URSS viu uma oportunidade de expandir, graças ao novo governo revolucionário, os laços com uma área do mundo onde a União Soviética não era popular. Foi o diretor da KGB no México, Nikolai Leonov, que intensificou essa aproximação.

 

África de las Heras

Este é provavelmente um dos factos mais desconhecidos para os espanhóis. A KGB contava entre as suas fileiras de espiões uma mulher espanhola: África de las Heras. Foi recrutada por uma subsecção da KGB chamada NKVD (People’s Commissariat for Internal Affairs) com agentes em Espanha.

O seu papel na KGB não passou despercebido. Chegou a tornar-se secretária pessoal de Trotski no México. Mais tarde, em 1941 e de volta à URSS, foi nomeada chefe da radiodifusão. Ela também participou em 1942 na Segunda Guerra Mundial, intercetando comunicações nos campos de batalha.

Deixou a KGB em 1985 e morreu três anos mais tarde.

 

Espiar o Papa

As operações dos serviços secretos da URSS atingiram os níveis mais elevados. Quando João Paulo II foi eleito Papa em 1978, foi cercado por uma legião de espiões da KGB. Na União Soviética, estavam preocupados com os discursos anticomunistas do pontífice e exigiam informações valiosas para o chantagearem. No final, não conseguiram encontrar nada.

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