A OMS põe fim ao Ébola

24 de Fevereiro de 2016

6 de dezembro de 2013, Guékédou, na Guiné Conacri. Uma criança converte-se na primeira vítima do vírus do Ébola, contagiando toda a sua família. Pouco tempo depois, o vírus propagar-se-ia pela República da Libéria e da Serra Leoa, causando mais de 11 mil mortos só em África ocidental.

Recentemente, e depois de dois anos a lutar contra esta epidemia, a Organização Mundial de Saúde declarava o fim do Ébola na Libéria, já que se haviam passado 42 dias desde que a última pessoa infetada teve resultados negativos, em duas ocasiões consecutivas, nos testes que evidenciam ou não a presença do vírus no sangue.

Aliás, esta posição da OMS já foi feita anteriormente na Guiné e na Serra Leoa, pelo que se pode dizer que a África Ocidental encontra-se, de momento, livre do Ébola.

Não obstante, a OMS também advertiu que isto não significa que se devam abrandar os controlos sanitários, já que existe a possibilidade bastante premente do retorno do vírus, que pode ser imediato.

Por isso, os países devem estar preparados para prevenir, detetar e responder em caso de um novo surto. Atualmente, continua sem existir uma cura para este vírus, embora a comunidade científica tenha produzido, em tempo recorde, uma vacina.

Esta não pode ser utilizada como outras vacinas comuns, como a da poliomielite ou a do sarampo, já que esta vacina não garante a imunização perante o vírus.

Passados 769 dias, a OMS declarou, então, o final do Ébola. Mas… até quando? Todas as segundas-feiras, não perca ‘Micro Assassinos’, em exclusivo no Canal História. Nesta série, conheceremos a origem e o experienciar de todas estas doenças letais, entre elas, o Ébola. Pilar Mateo, especialista mundial em doenças endémicas, é a nossa guia para saber mais, e vai ser imperdível!

Conteúdo relacionado