As cinco pandemias mais mortíferas da história

29 de Maio de 2020

Desde que o Mundo existe, vários vírus conseguiram resistir e sofreram alterações ao longo dos séculos. Muitos destes foram culpados, através às pandemias, de milhões de mortes ao longo dos tempos e em todos os continentes.

A força dos vírus é tanta que muitos deles, apesar de serem erradicados, sofreram mutações e ficaram mais fortes do que nunca.

 

O HIV é a quinta pandemia mais importante da história moderna. Existe oficialmente como uma doença desde 1981, quando após o estudo de cinco casos de pessoas com os mesmos sintomas, chegaram a uma conclusão devastadora. Esta doença faz com que o sistema imunológico funcione mal, tornando o corpo vulnerável a inúmeras infeções que acabam com a pessoa. Atualmente, não possui cura, embora existam tratamentos que tornam o vírus “indetetável” e melhoram a qualidade de vida dos infetados. Um indivíduo que seja portador desse vírus não precisa de desenvolver a doença num curto período de tempo, ainda que, a longo prazo, seja difícil de controlar. É transmitida através das membranas mucosas, como sémen, secreções vaginais, sangue ou leite materno do portador do vírus. Atualmente, já matou mais de 25 milhões de pessoas em todo o Mundo. Recentemente, tratamentos preventivos como o PreP, foram desenvolvidos para grupos de risco que reduzem as infeções em mais de 90%, quando administrados adequadamente. Em alguns países como o Reino Unido ou os Estados Unidos, esse tratamento preventivo já está aprovado e é fornecido.

 

A quarta pandemia mais mortal aconteceu na Idade Média. A Peste Negra ou Bubónica é causada pela bactéria Yersinia pestis. Esta espalha-se através de pequenos parasitas como pulgas de ratos. A origem pode ter estado na Ásia Central, chegando à Europa pela região da Crimeia. Devastou o Continente Europeu durante o século XIV, tendo causado mais de 75 milhões de mortes em curto prazo.

 

Entre 1918 e 1920, houve uma das piores pandemias da história. A Gripe Espanhola reduziu a população mundial em 6%, causando quase 100 milhões de mortes. Nenhum país se atreveu a falar

sobre esta doença, apesar de existirem milhares de infetados e mortos todos os dias. Por sua vez, em países como Espanha, um exemplo de liberdade de expressão, dava a conhecer aos cidadãos e ao mundo o que se sucedia. Por essa razão, esta terrível doença ficou conhecida como gripe espanhola.

 

Marcas vermelhas na pele era a característica mais conhecida do sarampo, uma doença que causou 200 milhões de mortes. Para além das manchas avermelhadas na pele, sublinhe-se ainda a existência de febre alta e mal-estar geral, sintomas externos da inflamação pulmonar e das meninges; todos estes sintomas acabam por tirar a vida àmaioria dos pacientes. Esta doença que está no planeta há mais de 3000 anos, é atualmente considerada erradicada graças ao poder das vacinas.

 

A maior pandemia da nossa história é a Varíola, que causou mais de 300 milhões de mortes. Além disso, aqueles que sobreviveram ficaram com marcas na pele devido às pústulas que apareciam na pele um pouco por todo o corpo. Febre alta e desidratação são as principais causas de morte desta pandemia. Nos primeiros anos em que a doença ficou conhecida, apenas 25% dos infetados conseguiram sobreviver. Apesar de atualmente esta doença estar erradicada, as amostras de vírus que estão armazenadas em laboratórios continuam a ser monitorizadas de perto.

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