James Watt e a máquina a vapor

2 de Março de 2016

James Watt nasceu a 19 de janeiro de 1736 em Greenock, Renfrewshire, um porto marítimo no Firth of Clyde, na Escócia. Aos 14 anos, descobriu o mundo das matemáticas e aos 17 começou a criar inventos matemáticos até que ingressou na Universidade de Glasgow, ao mesmo tempo em que ajudava na reparação de máquinas com defeito.

Um dos seus muitos encargos trouxe-lhe às mãos a máquina de vapor de Newcomen. Ao reparar a referida máquina, notou que a diminuição no seu rendimento devido à quantidade de vapor que desperdiçava. Foi aí que procurou a maneira de evitar o aquecimento contínuo e desenfreado do cilindro de pistões. A solução foi traçada em 1765: criar um condensador separado que evitaria a constante perda de energia.

Esta foi a primeira e mais importante invenção de Watt. Com a ajuda do seu amigo, o cientista Joseph Black, e em sociedade com John Roebuck, Watt construiu em 1768 o primeiro modelo de teste que viria, um ano mais tarde, a patentear como o “Método para diminuir o consumo de vapor e de combustível nas máquinas quente”.

Watt continuou a trabalhar na Escócia como Inspetor de Terras até que, após a falência de Roebuck, se associou ao dono das Fábricas Soho de Birmingham, Matthew Boulton. Este proporcionou-lhe ajuda económica para estabelecer-se em Birmingham e foi a partir daí que o cientista continuou a aperfeiçoar o seu motor.

Nos finais do século XVIII, Watt e Boulton haviam construído e instalado mais de 500 máquinas, o que trouxe respeito e benefícios económicos a Watt. As máquinas a vapor, com os aperfeiçoamentos de Watt, ganharam, então, fama por todo o continente.

De facto, foi Watt que deu origem ao termo “cavalos de força”, dando também nome à unidade de potência elétrica, o Watt.

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