Napoleão Bonaparte

28 de Maio de 2021

Napoleão Bonaparte foi um militar, Primeiro Cônsul e Imperador dos franceses, emergindo a sua figura com a Revolução Francesa.

Napoleão nasceu em Ajaccio, Córsega, a 15 de agosto de 1769. Morreu em Santa Elena, a 5 de maio de 1821, aos 51 anos.

 

OS SEUS PRIMEIROS PASSOS

Napoleão, batizado como Napoleone di Buonaparte, nasceu no ceio de uma família nobre da Córsega. Um ano antes de seu nascimento, França comprou a Córsega dos genoveses, daí seu nome italiano. No ano seguinte, os corsos lutaram contra os franceses pela independência.

Ele era o segundo filho de Carlo Buonaparte, advogado e representante da Córsega, e Letizia Ramolino. Diz-se que Napoleão enquanto criança era carismático e generoso, embora fosse comum vê-lo envolvido em brigas.

Aos nove anos obteve uma bolsa para estudar na Academia Militar de Brienne, em França. Permaneceu lá até os 15 anos. Naquela época, o jovem Napoleão era visto como estrangeiro pelos demais companheiros devido ao seu forte sotaque italiano. No entanto, ele conseguiu ganhar respeito devido ao seu caráter e dom de liderança.

Em seguida, mudou-se para Paris, para uma das academias militares mais importantes de França. Continuou lá o seu treino até os 16 anos e deixou a academia com o título de oficial.

O seu primeiro destino foi Valence, embora pouco depois tenha regressado à Córsega devido à morte do seu pai. Durante este período, a Revolução Francesa instaurou-se e a luta pela independência da Córsega continuou.

Napoleão Bonaparte juntou-se à fação francesa e conquistou a inimizade do líder do movimento pela independência da Córsega, Pasquale Paoli. Devido a fortes tensões, ele e sua família tiveram que fugir para França por volta de 1793.

 

INÍCIO MILITAR

Em Marselha, a família de Napoleão teve sérios problemas financeiros. No entanto, um golpe de sorte mudou a situação: o jovem militar conseguiu voltar ao exército francês com a patente de capitão.

Nesse mesmo ano, ele alcançou a glória na Batalha de Toulon, onde conseguiu derrubar as tropas inglesas. A partir de então, a carreira de Napoleão só aumentou.

No entanto, pouco depois, os seus adversários políticos providenciaram para que ele passasse um período na prisão. Quando foi libertado, voltou a Paris, onde passou uma temporada sem serviço.

Em 1795, ele explodiu contra os monarquistas que se impunham nas ruas de Paris. Muitos pensaram que essa vitória salvou a revolução. Posteriormente, foi nomeado comandante do exército francês em Itália.

Nessa época ele conheceu Josefina de Beauharnais. Inteligente e ambiciosa, Josefina casou-se com Bonaparte em 1796. Muitos consideram que a francesa via o casamento com o corso como um negócio.

CAMPANHAS PRINCIPAIS

Naquele ano, Napoleão Bonaparte foi para Itália para liderar o exército francês. Os seus soldados não estavam em condições de enfrentar as batalhas que ali se travavam: mal equipados e pior alimentados. No entanto, não lhe ocorreu ser derrotado.

A sua autoconfiança era tamanha que, de facto, liderou os franceses à vitória. Os cenários em que o exército francês se impôs face aos austríacos entre 1796 e 1797 foram Lodi, Arcole e Rivoli.

Apelidado pelos seus soldados de “Pequeno Cabo”, devido ao seu bom relacionamento com eles, o corso fortaleceu o seu status de francês ao mudar o nome de Napoleone Buonaparte para Napoleão Bonaparte.

Após a sua campanha na Itália, Napoleão voltou a França em dezembro. Na capital foi recebido como herói e conquistador.

No ano seguinte, embarcou na conquista do Egito para cortar as comunicações comerciais da Grã-Bretanha com a Índia e o Oriente Médio. Apesar dos franceses terem vencido as primeiras batalhas, as notícias da Europa logo os ofuscariam.

A Áustria, Grã-Bretanha e a Rússia uniram-se contra a França, então Napoleão decidiu deixar o Egito e retornar à França novamente. Lá, além de enfrentar uma enorme instabilidade política, também lidou com as infidelidades de Josefina. Ressentido, contudo, decidiu perdoá-la e continuar o casamento.

FRANÇA NAPOLEÔNICA

A 9 de novembro de 1799, Napoleão Bonaparte foi nomeado Primeiro Cônsul da França após um golpe. Com esta posição, o corsário obteve poderes quase ditatoriais.

Durante esses anos, ele promoveu um novo Código Civil e tolerância religiosa. Além disso, ele priorizou a educação. Logo, ele conquistou o carinho de todos os franceses.

A ambição de Napoleão Bonaparte não parou e é a 2 de dezembro de 1804, na Catedral de Notre Dame, que é nomeado imperador, tendo sido para muitos uma enorme deceção.

Obcecado pelo poder, Napoleão começou a pensar na descendência. A sua esposa, Josefina, não lhe podia dar filhos, acabando por se divorciarem. Em dezembro de 1809, Josefina voltou à sua antiga vida.

A sua nova esposa foi a arquiduquesa da Áustria, Maria Luisa. Em 1811 nasceu o primeiro filho do casamento: Napoleão II. Com ele, o imperador dos franceses reafirmou o seu desejo de governar. Nessa época, o Império Francês atingiu o seu máximo esplendor.

QUEDA DO IMPÉRIO

No entanto, pouco tempo depois o império Napoleônico começou a vacilar. O sistema continental que impedia qualquer tipo de comércio com a Grã-Bretanha, “ficou-lhe caro”. Napoleão paralisou economia dos britânicos, mas também a dos seus aliados.

A crise do Império eclodiu quando Espanha e Portugal se aliaram à Grã-Bretanha para acabar com a sua hegemonia. Embora, em 1812, outro erro tenha levado Napoleão à sua queda, uma vez que tentou invadir a Rússia, mas o frio e a fome mataram as suas tropas.

Enquanto isso, na Europa, as revoltas contra os franceses não pararam. O exército de Napoleão começou a perder batalhas, demonstrando fraqueza. Em 1814, Napoleão abdicou do seu título enquanto imperador de França.

 

EXÍLIO E MORTE

Napoleão Bonaparte foi enviado para a Ilha de Elba. Praticamente preso, Napoleão planeou um novo ataque de lá, do qual saiu vitorioso. Foi assim que voltou ao topo, embora não por muito tempo.

Em 1815, ele foi completamente derrotado na Batalha de Waterloo. Desse modo, o seu conhecido “Império dos Cem Dias” acabou. Napoleão rendeu-se e foi exilado numa ilha em África: Santa Helena. A 5 de maio de 1821, morre nessa mesma ilha.

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