O Momento Em Que O Exército Norte-Americano Confirma A Existência De Ovnis

29 de Abril de 2020

Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais ou AATIP, conforme indica a sigla em inglês. Embora pareça uma manchete de ficção científica, ou mesmo uma manobra para receber cliques, a realidade supera sempre a ficção. Este programa para identificar o aparecimento de OVNIs existiu. Terá sido o próprio governo dos Estados Unidos da América a confirmar a existência do programa quando o ex-diretor do mesmo, Luis Elizondo, decidiu contar o enredo das investigações.

 

A PERSONAGEM CHAVE

Quem é Luis Elizondo e porque razão decidiu contar a sua experiência como director do AAITP? Elizondo desempenhou a função no Pentágono como oficial da inteligência. Em 2007, os EUA, através do Pentágono, criaram uma agência dedicada ao desenvolvimento de um programa de investigação para o exército poder identificar possíveis aparecimentos de óvnis. Esta foi promovida pelo Senador Harry Reid, que tinha um grande interesse por este tipo de fenómenos, que eram dirigidos desde início por Luis Elizondo.

Luis Elizondo

 

O orçamento assinado para o programa foi de 22 milhões de dólares. Uma posição que não foi aprovada em altura nenhuma pelo Pentágono e que, segundo o mesmo, terminou em 2012. O incógnito surge neste ponto. Segundo Elizondo, o programa continuou depois de 2012 e decorreu até 2017, altura em que decidiu abandonar o projecto e relatar o sucedido ao jornal The New York Times.


“…a falar mais abertamente sobre estes acontecimentos misteriosos”


Luis Elizondo reuniu-se com Leslie Kean, jornalista no diário norte-americano, e que era especializada no fenómeno OVNI. Na altura contou o que tinha sido o seu trabalho dos últimos 10 anos. Tinha decidido abandonar o programa para denunciar a forma como o Pentágono tinha preferido levar o assunto com secretismo e opondo-se sempre às descobertas feitas durante esse tempo.

O ex-senador Harry Reid

O PROGRAMA

Elizondo e outros investigadores de classificação alta, abriram investigações de milhares de casos de acontecimentos de todo o tipo e segundo relatou: “Não há um grande descobrimento relacionado com a existência de ovnis como naves extraterrestres a todo o tempo. Aprofundar as investigações sobre ovnis com sorte ajudará as pessoas e as autoridades, a superar os estigmas temporais e a falar mais abertamente sobre estes acontecimentos misteriosos, alguns dos quais podem representar uma ameaça maior do que acreditamos”.


Mais de 12.000 relatos de acontecimentos relacionados com OVNIs, 700 dos quais não foram esclarecidos  


Graças ao programa, que aprofundou os relatos das pessoas que tinham visto ovnis, foi possível saber que estes objectos moviam-se a uma velocidade hipersónica.

O mais estranho é que nunca foi possível encontrar fontes de energia ou restos de combustíveis queimados; foi como se tivessem “voado”. Segundo descreveram, assistiram-se a tais mudanças de velocidade e de trajectória, que nenhum ser humano poderia nem sequer aproximar-se. Segundo os cálculos, e graças a gravações existentes, foi possível saber que podiam alcançar uma força superior a 400G, algo inimaginável nem sequer para um F-16 Fighting Falcon, um dos melhores aviões que existem, que podem alcançar 18G.


NÃO É O PRIMEIRO: O LIVRO AZUL

O certo é que não é a primeira vez que os Estados Unidos da América investigam ovnis, e isto é algo já conhecido para os investigadores de OVNIs e para os apaixonados da Ovnilogia. O “Projecto Blue Book” ou Livro Azul, lançado pelas forças aéreas norte-americanas, investigou milhares de acontecimentos entre 1947 e 1969, tendo recebido mais de 12.000 relatos de acontecimentos relacionados com OVNIs, 700 dos quais não foram esclarecidos.

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