O que comeu Jesus e os seus discípulos na Última Ceia?

29 de Abril de 2021

A Última Ceia é a mais famosa de todos os tempos. Os 12 apóstolos ouviram Jesus de Nazaré a dizer-lhes que seria traído por um deles, ficando conhecido como a Quinta-feira Santa.

Existem numerosas teorias sobre os alimentos que Jesus e os seus discípulos comeram durante a ceia, uma vez que a Bíblia detalha o que aconteceu, mas não detalha qual foi o cardápio servido no famoso jantar.

 

Uma das teorias mais difundidas, e na qual o Canal HISTÓRIA se baseia para a produção do programa “A Última Ceia”, diz que o cardápio era composto pelos seguintes alimentos:

 

  • Pão sem fermento: de acordo com a tradição judaica, na Páscoa, o pão sem fermento deve ser comido na forma de massa, pois é assim que os israelitas o comeram quando deixaram o Egito.

 

  • Vinho: este é um dos pontos em que, ao que parece, não há dúvida em nenhuma das teorias, visto que Jesus aludiu ao vinho: “Eu sou a videira e vós os ramos” (Mt 26,29), “Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o viticultor” (João 15: 1 e 2)

 

  • Cordeiro recém-abatido: como o pão, a celebração da Páscoa começava com o “primeiro dia dos dias ázimos”, em que o jantar deveria consistir num cordeiro pascal recém-abatido, e parece que foi esse o caso na Última Ceia. O cordeiro é hoje um dos símbolos mais importantes do Cristianismo: “Cordeiro de Deus”.

 

  • Sal: é provável que também houvesse sal. Acredita-se popularmente que Judas Iscariotes derramou sal durante a Ceia e, além disso, a pintura de Leonardo Da Vinci reflete isso.

 

Para além desta teoria, existem muitas outras que mostram que o cardápio não era exatamente assim. Exemplo disso, são as escrituras no livro “Jerusalém: A Última Ceia”, escrita pelos arqueólogos italianos, Generoso Urciuoli e Marta Berogno, que apontam a teoria de que a Ceia incluía um ensopado de legumes chamado “cholent”, “charoset”, um prato doce feito de tâmaras, azeitonas, ervas amargas com pistache, pasta de nozes e molho de peixe.

 

Outro estudo realizado por especialistas em História da Arte e publicado na revista estadunidense “Gastronómica”, revela que na realidade não havia cordeiro senão enguia grelhada servida com laranja. É possível que essa teoria seja novamente influenciada pela pintura de Da Vinci, uma vez que esta é retratada nela.

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