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10 COISAS QUE NãO SABIAS SOBRE O TITANIC

Às 23h40 da noite de 14 de abril de 1912, o RMS Titanic chocou contra um gigantesco icebergue, que o levaria a afundar-se. Com ele, 1503 foram perdidas, apenas três horas após o acidente. Como grande marco das comunicações marítimas que foi, propomos-te 10 factos interessantíssimos sobre o legendário transatlântico que, seguramente, ainda não sabias. 1. Simulacro cancelado Foi uma coincidência desagradável, mas no mesmo dia em que o RMS Titanic chocou contra o icebergue, foi planificado um exercício com botes salva-vidas. O simulacro viria a ser cancelado devido a razões desconhecidas. Não obstante, muitos acreditam que mais vidas poderiam ter sido salvas, caso esta manobra tivesse sido realizada. 2. Os botes a meio gás Além de não dispor de suficientes botes salva-vidas a bordo para transportar os 2200 passageiros, muitos deles foram lançados meio vazios. De facto, o primeiro bote salva-vidas a sair do navio levou apenas 28 pessoas, apesar de possuir uma capacidade para 65. 3. Cães sobreviventes Dos 12 cães que o Titanic levava a bordo, apenas três sobreviveram: um pequinês e dois exemplares de pomeranian. 4. Advertências sobre icebergues O Titanic recebeu seis advertências oficiais sobre icebergues potencialmente perigosos que poderia encontrar no seu trajeto.   5. Ilusão óptica? Alguns especialistas acreditam que uma ilusão óptica, mais precisamente um reflexo de luz, poderá ser a causa da tripulação não se ter apercebido do icebergue até ao último momento. 6. Sem binóculos Os vigilantes do Titanic perderam a chave para abrir a caixa dos binóculos. Daí que a prevenção da tripulação para possíveis perigos durante a viagem – tais como icebergues – foi totalmente inútil.   7. A entrada mais cara O bilhete mais caro vendido para o Titanic tratou-se de uma entrada de primeira classe, que custou 4.350 dólares (algo equivalente a 69.600 dólares nos dias que correm). 8. Valentes músicos Como pudemos apreciar no filme ‘Titanic’, de 1997, a orquestra do barco tocou sem parar até ao afundamento. Os músicos, que estavam na coberta, atuaram durante duas horas e cinco minutos, sem que nenhum deles sobrevivesse. 9. Salvo por uma bebedeira Charles Joughin, o chefe dos padeiros do Titanic, sobreviveu à catástrofe apesar de ter passado cerca de duas horas nas águas geladas. Quando foi resgatado, Joughin afirmou que conseguiu aguentar tanto tempo devido ao facto de estar completamente embriagado de whisky. 10. Cadáveres recuperados Das 1.503 que faleceram no acidente, foram recuperados 340 corpos e, deles, apenas 119 puderam ser identificados Se desconhecias e se te interessam estes dados históricos, não podes perder a estreia de ‘A Maldição do Republic’, já no próprio dia 5 de junho, às 22h55. Neste documentário, iremos aprofundar o mistério do afundamento do RMS Republic, também da mesma companhia, a Star Liner, que iniciou a viagem três anos antes do seu barco irmão e, alegadamente, com um tesouro a bordo.

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DEZ MOMENTOS HISTóRICOS COM TODAS AS CORES

A máquina do tempo é um dos utensílios mais mistificados na história da humanidade. Muitos asseguram já a ter visto, incluindo um cientista iraniano: Razeqi Ali, de 27 anos, afirmou ter criado a máquina, com base num algoritmo. O certo é que uma das melhores ferramentas para viajar até ao passado é a fotografia e, de facto, assim o demonstra o livro The Paper Time Machine’. Esta obra, publicada recentemente, contém 130 fotografias históricas, ordenadas de forma cronológica por Wolfgang Wild e retocadas pelo diretor do projecto Dynamichrome, Jordan Lloyd. Contudo, o The Paper Time Machine vai mais longe. Cada imagem escolhida foi restaurada, cuidadosamente, a cores. “A nossa intenção é oferecer um suplemento, para sugerir uma ideia de cores que o fotógrafo poderia ter visto através da sua lente”, justifica Jordan Lloyd. Assim, cada elemento das imagens foi investigado e a autenticidade das suas tonalidades foram comprovadas. Trata-se da representação mais real que se fez até agora destes momentos tão históricos. Os seguintes dez exemplos, fotografias a preto e branco que foram reconstruídas a cor, são extraídos do livro. 1. A Coluna de Nelson (Trafalgar Square, Londres) A sua data é de abril de 1844 e mostra a construção do monumento de 5,5 metros, feito em honra do herói da batalha de Trafalgar, o almirante Horario Nelson. O seu estilo baseia-se no reinado de Augusto de Roma e detém decorações com folhas de bronze, procedentes da fusão de canhões britânicos. Foi desenhada pelo arquiteto William Railton, em 1838. IMAGEM: SSPL/GETTY IMAGES 2. Estátua da Liberdade (Nova Iorque) Os trabalhadores construíram a Estátua da Liberdade no interior da oficina do escultor francês Frédéric Auguste Barthodi, em Paris. Nessa foto de 1882, os criadores não imaginavam que estariam a lidar com um dos monumentos mais reconhecidos de Nova Iorque, que se tornou na ‘capital do mundo’ durante o século XX. A gigantesca escultura foi uma prenda que a França ofereceu aos Estados Unidos em 1886, com o intuito de celebrar o primeiro centenário da Declaração de Independência face a Inglaterra e um símbolo de amizade entre as duas nações. Em junho de 1878, a parte de cima da estátua foi exibida ao público nos jardins do Campo de Marte, por alturas da Exposição Universal de Paris. IMAGEM: ALBERT FERNIQUE/LIBRARY OF CONGRESS 3. Basílica de Sacré-Coeur (Paris) Fotografia da construção do campanário da basílica de Sacré-Coeur, na colina de Montmartre, em Paris. Este templo foi encomendado pela Assembleia Nacional em 1873, de forma a homenagear os franceses mortos durante a Guerra Franco-Prussiana. Contudo, a sua construção não ficou concluída até ao final da I Guerra Mundial, em 1919. IMAGEM: KEYSTONE-FRANCE/GAMMA-KEYSTONE VIA GETTY IMAGES 4. Tower Bridge (Londres) Uma das obras mais célebres da capital de Inglaterra e do Reino Unido, que se distingue pelo seu mecanismo levadiço e que facilita a navegação pelo rio Tâmega. Desenhada por Sir Horace Jones, a sua construção teve início em 1881 e foi inaugurada em 1894. A ponte surgiu como consequência do progresso económico da parte este da cidade e pela impossibilidade de cortar o acesso ao porto, que na época se situava na Pool of London. IMAGEM: ENGLISH HERITAGE/HERITAGE IMAGES/GETTY IMAGES. 5. Torre Eiffel (Paris) Desenhada Maurice Koechlin e Émile Nouguier, contudo o seu nome deriva do seu construtor, o engenheiro Alexandre Gustave Eiffel, embora inicialmente tenha sido baptizada La tour de 300 mètres (A torre de 300 metros). Durante 41 anos, desde a sua construção em 1889 até 1930, foi a estrutura mais alta do planeta. Atualmente, é o monumento mais valioso do continente europeu, com um valor estimado em 544.00 milhões de dólares para a economia francesa, à frente do Coliseu de Roma e Sagrada Família de Barcelona. IMAGEM: ROGER VIOLLET/GETTY 6. Stonehenge (Amesbury, Inglaterra) Na imagem, podemos ver um momento das escavações e das restaurações levadas a cabo pelo tenente coronel Hawley, em 1920. Curiosamente, e apesar dos seus mais de 2.000 anos de existência, esta é uma das fotografias que menos evoluiu na sua paisagem, uma vez que o sítio pouco se alterou desde esta fotografia. A finalidade desta misteriosa construção é ainda desconhecida, mas acredita-se que serviu como lugar de culto religioso, monumento fúnebre ou como algum tipo de observatório astronómico, utilizado para perceber as estações do ano. IMAGEM: ENGLISH HERITAGE/HERITAGE IMAGES/GETTY IMAGES 7. Monte Rushmore (Dakota Do Sul) Esta singular obra de arte comemora o nascimento, crescimento, conservação e evolução dos Estados Unidos enquanto nação. Para isso, o escultor Gutzon Borglum, juntamente com o seu filho, ergueu os rostos dos presidentes George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln numa montanha de granito situada em Keystone, na Dakota do Sul. Esta imagem foi tirada a 31 de maio de 1932, durante a inspeção da cara de George Washington. De ressalvar que cada cabeça mede 18 metros de altura, os narizes cerca de seis metros, as bocas 5,5 metros de largura e os olhos cerca de 3,4 metros de uma extremidade à outra. IMAGEM: LIBARY OF CONGRESS 8. Represa Hoover (Arizona) Situada no curso do rio Colorado, serve como fronteira entre os estados do Arizona e do Nevada, tendo sido terminada em 1936. Na fotografia, vários funcionários norte-americanos viajam num tubo gigante de ferro (a cerca de 30 metros de altura), para contemplar a totalidade da construção. IMAGEM: BUREAU OF RECLAMATION 9. Ponte Golden Gate Esta ponte suspensa une o norte da península de São Francisco com o sul de Marin. Recebeu o nome à semelhança do estreito de Constantinopla, chamado também de Porta Dourada, que ligava o continente europeu ao asiático. A fotografia data ao início da construção, em 1934. Tem uma peculiar relação com a história do cinema, dado que a sua espetacularidade e atração a fez ser utilizada nos filmes de ‘X-Men’ (2006) e ‘Super-Homem’ (1978). IMAGEM: LIBRARY OF CONGRESS / CHAS. M. HILLER. 10. Taj Mahal (Agra, India) Restauração do Taj Mahal, em 1942. O soldado John C. Byrom captura um par de cores na piscina de mármore, em frente ao palácio. É considerado o mais belo exemplo de arquitetura mongol e faz parte das Sete Maravilhas do Mundo desde 1983. IMAGEM: LIBRARY OF CONGRESS

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DE ONDE VEM O DIA DA MãE?

A celebração do Dia da Mãe é uma das datas mais celebradas no calendário, ano após ano. “Mãe só há uma” e é a oportunidade perfeita para reconhecer e premiar todo o carinho e sacrifício que as mães oferecem aos filhos diariamente, durante todos os dias do resto das suas vidas. Mas, de onde vem a história da celebração da festividade? As primeiras comemorações do Dia da Mãe remontam à Grécia antiga, cumprindo o seu papel de cultura seminal que serviu de base à civilização ocidental. Nesta época, os seus contemporâneos prestavam homenagem a Rea, irmã e esposa de Crono e mãe de Zeus, Poseidón e Hades. Ainda assim, e segundo Homero, Rea simbolizava a mãe dos deuses e não uma mãe universal, como poderia ser o papel de Cibeles. De facto, foi à divindade Cibeles que honraram os romanos que, por sua vez, adquiriram os costumes dos gregos. Estes nomearam a comemoração deste dia como a Hilária e a dataram de 15 de março, que era quando os peregrinos se disponibilizavam a realizar oferendas no templo da Deusa da Mãe Terra. Vários séculos depois, os católicos transformaram estas celebrações politeístas para distinguir a figura da Virgem Maria como a mãe de Jesus e de todos os cristãos. No santoral católico, designou-se a data de 8 de dezembro para a homenagem, coincidindo com a festa da Imaculada Conceição e aproveitando, assim, a data para homenagear os dois acontecimentos. Contudo, a verdadeira conceção do Dia da Mãe foi fixado em 1873 pela poetisa e ativista Julia Ward Howe. Esta defensora dos direitos das mulheres escreveu a Proclamação do Dia da Mulher e, durante alguns anos, conseguiu que as mulheres de 18 cidades norte-americanas se reunissem para celebrar a festividade. A cidade de Boston continuou a comemorar o Dia da Mãe durante uma década, mas seria Anna Jarvis –movida pelo recente falecimento da sua mãe– que aplicaria todos os esforços para marcar a data de comemoração para 12 de maio de 1907. Finalmente, e sete anos depois da proposta de Jarvis, a ideia chegaria às mãos do presidente Woodrow Wilson, que determinaria que o Dia da Mãe nos Estados Unidos seria celebrado no segundo domingo de cada mês de maio. Muitos foram os países que se juntaram, a pouco e pouco, e que foram fazendo eco da festividade.  

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