A última ceia com Diogo Noronha

Diego Noronha

Diego Noronha

Diogo Noronha, Chef que nos habituou a uma cozinha pura, aliada ao estilo de vida sustentável e da qual o peixe fresco é a grande matéria prima, será o protagonista do especial A Última Ceia
Após a sua releitura do passado, para Diogo Noronha, que continua a triunfar com o seu restaurante PESCA em Lisboa, A Última Ceia pode ser interpretada como o anúncio da “celebração da renovação, da fertilidade, do renascimento da vida após a aparente ausência dela, ou seja, pela vitória da vida sobre a morte ou da chegada da primavera sobre o inverno”.
“No tempo de Cristo, as últimas ceias tinham como propósito a preparação para o Sábado ou para um festival e era uma reunião religiosa na sua essência. Esta reunião era constituída de uma discussão religiosa seguida de um lanche simples com pão normal ou não levedado e vinho misturado com água,
com um copo apenas passando por todas as pessoas que lá estavam. Esta reunião era conhecida na cultura judaica como o Kiddush e era observado por pessoas piedosas no dia a dia, principalmente entre cristãos. É quase que certo que Jesus e os seus discípulos tinham o costume de observar esta reunião nas noites de sábado (para nós na sexta-feira á noite) ou nas noites antes dos festivais, como era a Páscoa. Não havendo certezas de quando terá sido a ementa da Última Ceia, proponho-me recriar um menu onde se reflita esta noção de ritual de passagem, de renascer, de ressurreição, de nova vida”, comenta Chef Diogo Noronha.
O menu do Chef do Pesca sustenta a recriação de quatro pratos: couvert, uma entrada, um prato principal de peixe e uma sobremesa, que refletem esta noção de ritual de passagem, renascer, ressurreição e de nova vida.