Matar uma rainha

ESTREIA
QUARTA 31, 22h15

Foram precisos apenas três dias e duas noites - de 14 a 16 de outubro de 1793 - para julgar, condenar e executar a última rainha de França.O seu marido, Luís XVI, já fora guilhotinado, as crianças haviam-lhe sido tiradas, e as monarquias europeias haviam-na abandonado ao seu destino. O povo de França queria a sua cabeça. Humilhada perante um tribunal revolucionário, Maria Antonieta revelou incrível força e dignidade. A Revolução julgou-a como rainha, e a sua trágica morte tornou-a imortal. Quando foi transferida para as celas do tribunal, na tórrida noite de 2 de agosto de 1793, o seu destino estava já traçado. Os 76 dias que aí permaneceria antes de subir ao cadafalso perante uma enorme multidão marcariam a sua descida ao Inferno, mas também o nascimento de um mito - a fundação de uma das figuras femininas mais fascinantes da História.